terça-feira, 1 de junho de 2010

O SAP e esses softwares

Bem, esse é um assunto que não sei falar muito ainda (espero um dia poder fazê-lo), iniciei um curso como bolsista dentro da faculdade e já estou toda empolgada, para quem não me conhece fica a informação que sempre me empolgo com as coisas gratuitas.
O SAP é um programa de Análise Estrutural por Elementos Finitos, diz-se que é o software mais utilizado no mundo para análise estrutural, tendo sido usado no cálculo de grandes obras de engenharia. Atualmente é difícil estar inteirado de todos esses softwares que estão disponíveis no mercado, eu disse difícil??? Desculpe, é IMPOSSÍVEL saber de todos! Mas pelo menos aqui no meu mundinho, os que mais ouço falar são o SAP e o TQS. Recentemente descobri que um não substitui o outro, o SAP é apenas para análise dos esforços e gerar diagramas enquanto o TQS calcula também armaduras, faz todo o dimensionamento. E o que o SAP tem que o TQS não tem? Bem, o TQS não calcula pelo método de cascas... acho que foi isso que o engenheiro disse... e eu acho que tenho que saber que método é esse de cascas... Pelo site, entendi que o SAP faz a análise dinâmica de grandes estruturas, o que o TQS não faz.

E são nessas descobertas que vou me divertindo, enquanto outras pessoas estão se revoltando. Tem um professor no meu curso, um professor aposentado, já deve estar na sua 6ª década de vida, que quando estávamos comparando os resultados de uma análise de um lajinha simples apoiada sobre quatro vigas calculadas a mão e pelo SAP, foi como uma afronta para ele! A diferença entre os resultados, segundo ele, mostrava que calculamos (eu não me incluo nesse caso) a vida inteira as estruturas de forma errada... que o SAP veio para falar: olha, tudo que você sabe, apaga! Seus esforços estão abaixo do real, sua estrutura vai cair! Bem, eu no meu pouco conhecimento imaginaria que o SAP viria a diminuir tais esforços, pois pensava eu que os coeficientes de segurança eram super majorados, realmente fui surpreendida, mas a revolta desse professor estava tão grande que não consegui ouvir a explicação do Sebastião (professor do curso) para isso... mas de qualquer forma o SAP não veio para nos afrontar, veio pra dizer, fique tranquilo, não precisa fazer esses cálculos chatos toda hora, ou agora você poderá dimensionar a torre de dubai!

domingo, 30 de maio de 2010

Pontes

Um dos temas que mais instiga a imaginação dos engenheiros é a construção de pontes. Primeiramente se iniciou com a necessidade de superar o obstáculo que um rio ou um vale provoca e ao passar dos anos só a ultrapassagem não mais bastava, era preciso inovar, seja com formas, técnicas ou materiais.
A construção de uma ponte implica grandes desafios gerando em torno desse assunto até competição: a mais alta, a de maior vão, a de maior báscula, a que suporta mais carga e por aí vai. E é nesse contexto que muitas vezes nos questionamos, precisava mesmo de tudo isso? Geralmente a resposta é não, mas saindo da necessidade física e entrando no conceito da cidade, aí já é outra história. A ponte depois de construída vira elemento urbano, se torna intervenção visual, se torna elemento social. Os engenheiros precisam projetar uma ponte não só fundamentado nos elementos estruturais, é necessário trazer estética agradável e isso se torna outro desafio. Nesse meio, como em qualquer outro existem extremos, tanto existem aquelas pontes com funções apenas estruturais e de intervenção negativa visualmente, como existem aquelas que não são nada práticas mas de estética interessante. Só para fechar eis aqui amostra interessante de uma ponte dos EUA...


Essa história de vencer desafios é tão verdadeira com as pontes que mesmo nas faculdades temos amostras disso, é comum acontecerem competições entre estudantes para vencer aquele que construir uma ponte com materiais alternativos que resista maior carga. São torneios bem interessantes, já vi um que acontece em minha cidade de palitos de picolé, mas não vejo muito incentivo por parte da faculdade para que os alunos participem. Pela internet encontrei uma faculdade do sul que promove uma competição dessa, muito bem organizada, diga-se de passagem, em que o material é nada mais nada menos que MACARRÃO!! Não era minha intenção, mas vai ter que rolar uma crítica ao nosso curso da UFMG, cadê o incentivo a criatividade??? Está faltando isso...

Veja também:
Site do concurso de pontes de macarrão:
http://www.ppgec.ufrgs.br/segovia/espaguete/index.html